Após incêndio, condições precárias da Feira expõem necessidade de mudança

Na noite desta terça-feira (16), um incêndio tomou conta de alguns pontos da Feira da Sulanca, em Caruaru, no Agreste. O fogo atingiu 25 pontos comerciais dos corredores 26 e 27. Os bombeiros suspeitam de que uma geladeira tenha ocasionado o ocorrido. No entanto, acontecimentos como este trazem à tona temas polêmicos relacionados à feira como os cuidados que ela precisa e a sua transferência.

A FEIRA

A Feira da Sulanca de Caruaru existe há mais de 221 anos, originada na formação da cidade. Localizada no Parque 18 de Maio, a feira enfrenta vários problemas de infraestrutura, segurança, coleta de lixo, saneamento e serviços de limpeza. Além da grande poluição da visual com desordem de barracas e instalações elétricas precárias.

O Portal Mídia Urbana conversou com o analista político, Arnaldo Dantas, para explicar quais os problemas que a feira enfrenta e como eles poderiam ser resolvidos. De acordo com Arnaldo, as discussões sobre violência e Feira da Sulanca em Caruaru estão na Câmara de Vereadores da cidade há décadas, o que mostra que Caruaru ainda precisa evoluir em discussões do tipo.

(Foto: Leonardo Santos/PMU)

Questionado sobre a transferência da feira, o analista explica que o processo é difícil, pois mexe com vários segmentos, que se dividem entre contra e a favor. “O processo é muito difícil, pois mexe com vários segmentos e pessoas que vivem da feira”, destacou. Ainda sobre a transferência, Arnaldo explicou que a proposta anteriormente apresentada era inviável para muitos comerciantes que sobrevivem da feira.

Segundo ele, é necessário que a prefeitura apresente uma proposta de transferência mais abrangente e que ouça os feirantes. “A prefeitura precisa entender que não é só chegar lá e transferir, mas é necessário saber como eles vão sobreviver no novo local, caso haja a transferência”, ressaltou Arnaldo.

Dantas também ressaltou a importância do cuidado com a feira. Para ele, o Poder Público precisa cuidar da feira com urgência. “Os responsáveis precisam se conscientizar e cuidar da segurança dos feirantes e de quem vai comprar. A prefeitura, a Compesa, a Celpe, o Corpo de Bombeiros, o Governo do Estado e todos os responsáveis precisam cuidar da feira com urgência, antes que haja uma catástrofe”, enfatizou.

PROMESSAS

Em outubro do ano passado, o tema foi bastante debatido nas eleições para prefeito (a) da cidade. A prefeita eleita, Raquel Lyra (PSDB), teve como algumas de suas promessas de campanha a transferência da feira com diálogo com o feirantes. Mas, antes que isso acontecesse, prometeu um cuidado emergencial com o local.

A prefeitura enviou uma nota sobre o incêndio e afirmou que todos os esforços para conter o ocorrido foram feitos. Ainda de acordo com a prefeitura, todo apoio aos comerciantes será dado. 

Geison Flávio

Estudante do 3º período de jornalismo e estagiário no Portal Mídia Urbana