Estabelecimentos devem garantir troco integral ao consumidor, diz PROCON

Em algum momento da vida, você já deve ter passado por alguma situação semelhante a esta: precisou comprar algum produto que custava pouco, porém, tinha apenas notas de alto valor e sentiu um certo desconforto por achar que o caixa não teria seu troco, certo? Ou até mesmo já comprou algo que gerou troco em moedas, mas, ao invés de embolsá-las, recebeu apenas balas e doces no lugar. Situações como estas podem se tornar comuns em alguns estabelecimentos comerciais. No entanto, essa prática é condenada pelos órgãos de defesa do consumidor.

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Luciana Cavalcante, estudante de Turismo, relata sua experiência ao visitar Caruaru (Foto: Reprodução/Facebook)

A estudante de Turismo, Luciana Cavalcante, de 24 anos, relata que passou por esta situação quando fez a primeira visita à Caruaru, no primeiro semestre. Ela mora no Recife e conta que veio visitar um amigo e aproveitar para conhecer a Capital do Agreste. “Isso foi algo negativo que me chamou atenção. Apesar de Caruaru ser conhecida como um ponto de migração e desenvolvimento no Estado, essa questão comercial deixou a desejar. No centro da cidade, precisei comprar algumas coisas para a minha manutenção e não imaginei que andar sem dinheiro trocado fosse dar tanta dor de cabeça“, conta Luciana.

Ela afirma que foi em alguns estabelecimentos localizados na Avenida Agamenon Magalhães e conta que os vendedores se recusavam a vender o produto quando viam o valor que ela oferecia como pagamento. “Até lojas de um dos principais shoppings da cidade não dispunham de troco para uma nota de cinquenta reais, o que me fez ficar desfalcada de produtos que precisava naquele momento“, relata.

O diretor do PROCON Caruaru, Nyverson Moura, explica que o estabelecimento jamais pode se recusar a realizar a venda por falta de troco. “Ao vender qualquer tipo de produto, o estabelecimento deve dispor de cédula ou moeda que possibilite a entrega do troco ao consumidor.

A recém-formada em Comunicação Social, Thaysa Lima, de 22 anos, lembra da época em que estudava e tinha que lidar com trocos indesejados em um centro universitário de Caruaru. “Eu sempre precisava tirar xerox ou imprimir apostilas e, frequentemente, eu recebia balas e confeitos no lugar do troco e isso me incomodava muito, porque se eu juntasse todas as balas que recebia eu não poderia entregar elas como forma de pagamento“, recorda Santine.

Nyverson Moura, diretor do PROCON Caruaru (Foto: Divulgação/Assessoria)

Moura ressalta que o consumidor não é obrigado a aceitar balas, doces, bombom, ou qualquer outro item ao invés do dinheiro ou troco que ele deveria receber. “Ele tem direito a adquirir o produto que está sendo ofertado e o lojista é quem tem a responsabilidade de ter troco o suficiente. Ele não pode impedir a venda e tampouco obrigar o consumidor a aceitar qualquer outro item que não seja dinheiro no momento da entrega do troco“, conclui o diretor.

Apesar de ter passado por este desconforto, Luciana diz que a visita à Caruaru não foi num todo ruim. “Gostei bastante de conhecer a famosa Capital do Agreste, porém, em termos de administração comercial, creio que precise de melhoria“, diz.

João Pedro

Estudante do 6º período de Jornalismo e estagiário aqui no Mídia Urbana.