Prefeitura emite nota sobre rejeição de projeto na Câmara

Nesta terça-feira (10), a prefeita Raquel Lyra (PSDB) teve um projeto de sua autoria rejeitado na Câmara dos Vereadores. O texto regulamentava o regime de contratação temporária no âmbito municipal. Ao todo, foram 15 votos a favor, 5 votos contra e 3 abstenções. Para ser aprovado, o texto precisaria de 16 votos favoráveis.

Entre os pontos determinados pelo projeto, estavam questões como o tempo máximo de contratação, os contratos temporários deveriam, ainda, garantir os direitos de férias, gratificação natalina, licença maternidade ou paternidade e afastamento por motivo de luto ou casamento. Outra determinação é que a carga horária semanal seria de 40 horas semanais. 

Por meio de nota, a Prefeitura informou que não teve intenção de suprimir qualquer direito adquirido pelas servidoras do município. Foi dito também que o objetivo do projeto era definir regras claras e objetivas à seleção simplificada.

Confira a nota na integra:

“A prefeita Raquel Lyra é uma defensora dos direitos das crianças e da mulher e, diante disso, jamais teve a intenção de suprimir qualquer direito adquirido pelas servidoras do Município de Caruaru.
O projeto votado ontem na Câmara de Vereadores, tinha como objetivo definir regras demasiadamente claras e objetivas quanto à seleção pública simplificada por ventura promovida pela atual ou por futuras gestões deste Município.  Inexiste no referido Projeto de Lei qualquer supressão a direito já conferido pela Lei Orgânica Municipal.
Em razão do equívoco contido na interpretação adotada por reduzido número de Vereadores Municipais, quanto às normas postas no Projeto de Lei encaminhado ao Poder Legislativo, faz-se necessária a apresentação dos esclarecimentos que seguem:

  • No tocante à Licença Maternidade de 120 (cento e vinte) dias contida no Projeto de Lei, é imprescindível esclarecer que dita regra segue estritamente o que dispõe a vigente Constituição Federal do Brasil, bem como, o Regime Geral da Previdência Social, todavia, em nada afeta a garantia excepcional concedida pela Lei Orgânica do Município de Caruaru, bastando, para tanto, que as servidores contratadas sob o regime temporário, efetivamente cumprissem a regra disposta na vigente Lei Orgânica Municipal;
  • A Licença Maternidade de 180 (cento e oitenta) dias prevista na Lei Orgânica Municipal, especificamente para as servidoras contratadas no regime temporário, será concedida na hipótese do Contrato Temporário celebrado apresentar vigência mínima de 01 (um) ano e haja a servidora desempenhado suas funções há pelo menos 06 (seis) meses da data da assinatura do compromisso;
  • O Projeto de Lei encaminhado ao Legislativo não prevê em quaisquer dos seus dispositivos a mudança da regra condicionante contida na Lei Orgânica Municipal para efeito de concessão da Licença Maternidade de 180 (cento e oitenta) dias;

Feita tais observações e esclarecimentos, é indubitável que o Projeto de Lei encaminhado ao Legislativo Municipal não afronta a regulação condicional contida na Lei Orgânica Municipal quanto à concessão da Licença Maternidade de 180 (cento e oitenta) dias, visto que tal benefício permaneceria garantido e assegurado à todas as servidoras que cumprindo as exigências formais previstas na lei em questão, efetivamente obteriam o afastamento remunerado pelo prazo de 06 (seis) meses.  Sendo assim, a prefeitura esclarece que a licença maternidade permanecerá sendo de 180 dias, quando verificado o atendimento aos critérios previstos em Lei Orgânica Municipal.
Só resta lamentar o equívoco cometido na análise das referidas normas e a não aprovação das regras claras e objetivas que regulariam as futuras seleções públicas simplificadas para a Administração Pública do Município de Caruaru.”

 

Sabrina Sales

Estudante do sexto período de Comunicação Social com Ênfase em Jornalismo pela Unifavip - DeVry em Caruaru/PE.