Superação: relatos de quem foi diagnosticado com câncer de mama

O Outubro Rosa nasceu na década de 1990, com o intuito de estimular a participação da população no controle do câncer de mama. Todos os anos com a chegada desse mês, são compartilhadas informações sobre o câncer, promovendo a conscientização sobre a doença, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, assim contribuindo para a redução da mortalidade.

As pessoas costumam ligar o câncer de mama apenas ao gênero feminino, porem a cada 100 mulheres, um homem também possui esse tipo de câncer. O professor Mario Bernardino descobriu o câncer de mama a cinco anos atrás, em um exame de rotina.“Eu não sentia dor nenhuma, fui fazer um exame de rotina, e o médico suspeitou que eu estava com CA na minha mama esquerda. Em cima tinha um caroço, e alguns médicos daqui de Garanhuns achavam que era só uma questão de estética tirar esse caroço ou não.”

Mario Bernardino (foto:arquivo pessoal)

Por conta da raridade no diagnóstico de câncer de mama em homens, os médicos não desconfiaram do que se tratava. Mario contou ainda que assim que o médico confirmou que era, o encaminhou para o Hospital do Câncer. “O tratamento é longo, é doloroso, mas de imediato você tem aquela sensação ruim, por causa da questão de quando fala de câncer, as pessoas já acham que é uma coisa que vai matar” Ele perdeu a mama esquerda, fez quimioterapia e um pouco de radioterapia, e hoje vai ao Hospital do Câncer a cada três meses.

“Vou falar com sinceridade, eu fiquei tranquilo, eu acho que a minha cura foi mais isso, foi a minha cabeça. Eu continuei trabalhando do mesmo jeito, isso me ajudou muito a não ficar pensando na doença. Os familiares ainda hoje qualquer coisa que eu sinto eles já ficam com um pouco de cuidado, por que hoje além disso eu sou diabético, tenho pressão alta, tudo devido aos medicamentos que eu tomei do CA” relata Bernardino.

Quitéria Góes (foto:arquivo pessoal)

A autônoma, Quitéria Góes, há aproximadamente cinco meses, notou algumas mudanças em sua mama, como vermelhidão e mudança no aspecto da pele. “Eu fui procurar uma enfermeira pra ela me encaminhar para o mastologista. E ela me indicou uma biopsia ou uma punção, eu fui e fiz a biópsia, e de cara constataram que eu tava com câncer de mama.”

Quitéria não se deixou abater pela doença, e toda semana vai para o IMIP em Recife para continuar o tratamento. Hoje ela faz a quimioterapia branca (que é a segunda fase da quimioterapia), e em dezembro iniciará a radioterapia. “Se você deixar se levar e se abater pela doença é pior, você só piora. As pessoas que me vem se surpreendem com o meu desempenho no tratamento. A única coisa que me abateu muito é que eu tenho uma mãe em cima de uma cama pra cuidar, então me deixou triste porque eu sabia que ia ter dificuldades, mas to dando um jeitinho pra cuidar dela e assim vou levando a vida.” contou Quitéria.

DESCOBERTAS ANTERIORES

Em sua terceira gravidez, Quitéria teve um nódulo enraizado em sua mama esquerda. Após a descoberta, ela começou a ler mais sobre o assunto e não parou de se cuidar. “Entre 2015 e 2016 eu fiz duas mamografias, dois ultrassons de mama, e foi contatado que eu tinha cistos de água na mama. Pra mim foi uma surpresa grande [a descoberta do câncer], se eu fosse aquela pessoa desligada que  não acompanhasse que não fizesse nada, mas eu sempre acompanhei, nunca deixei de fazer meus exames periódicos todo ano.” relatou.

 

Sabrina Sales

Estudante do sexto período de Comunicação Social com Ênfase em Jornalismo pela Unifavip – DeVry em Caruaru/PE.