Uber completa um mês em Caruaru e categorias falam sobre mudanças após chegada do app

Na última segunda-feira (05), o aplicativo Uber completou um mês de funcionamento em Caruaru, no Agreste. O assunto gerou polêmica entre as classes de mototaxistas e taxistas do município, que chegaram a elevar o tom durante uma audiência pública, que discutiu o assunto na Câmara Municipal. Na época, o Portal Mídia Urbana entrou em contato com os sindicatos que representam as classes e ambos decidiram agir de forma pacífica.

Após 30 dias de funcionamento do serviço na cidade, o PMU foi às ruas conversar com mototaxistas e taxistas, para saber a opinião desses trabalhadores a cerca de alterações nos seus serviços. Segundo Edilson Lima, o movimento do setor já estava fraco devido à crise econômica instalada no país nos últimos anos. Edilson é mototaxista e trabalha nas Rendeiras. Perguntado sobre o funcionamento do Uber e como afetou seus serviços, ele é enfático: “O Uber não é trabalho desonesto. Assim como nós, eles também precisam trabalhar”. Lima ainda ressalta: “As coisas já não estão boas há um bom tempo”.

Edson José é irmão de Edilson e também é mototaxista.  Questionado sobre a alteração dos seus serviços após a chegada do aplicativo, Edson reconhece que, além da crise econômica, as vantagens do Uber facilitaram a vida dos passageiros. “A chegada do Uber não afetou nada. Mas, é verdade que com a crise econômica e os bons serviços do aplicativo, as pessoas acabam optando pelo Uber. Quem não quer andar de carro, por um valor baixo, ainda mais nessa chuva, não é?”, declara.

José também é mototaxista e trabalha há alguns anos no mesmo ponto. Sobre a chegada do Uber e o tempo de funcionamento, José também destaca que a chegada do aplicativo não alterou a sua vida profissional de forma negativa. O mototaxista acredita que a pouca quantidade de veículos do aplicativo circulando pela cidade é um dos motivos. “Até o momento o Uber não alterou os nossos serviços. Acredito que até pela pouca quantidade de carros, as pessoas acabam optando pela mototáxi”, afirmou.

Diante de um serviço como o Uber, a classe de taxistas também acaba sendo uma das mais afetadas pelo aplicativo.

Wesley Vila Nova é taxista e afirma não ser contra o funcionamento do Uber em Caruaru. Mas, ressalta que ele não é legal. Assim como outros, Wesley destaca que o movimento do setor também já não estava tão bom devido à crise, mas com a chegada do aplicativo, piorou. “Todo mundo tem que trabalhar e não me cabe julgar; a lei está aí para isso. O funcionamento deles realmente não é legal. Eles precisam ser regularizados”, ressalta.

Porém, Wesley encontrou uma nova forma de atrair os clientes. Com o período de São João, Wesley faz questão de decorar o seu veículo, oferecer água, bala e até mesmo serviço de Wi-fi. “Eu tento inovar da melhor forma possível, pois só com um atendimento de qualidade, o cliente pode acabar escolhendo meu serviço”, destaca.

Geison Flávio

Estudante do 3º período de jornalismo e estagiário no Portal Mídia Urbana