Flanelinhas intimidam motoristas no Centro de Caruaru

Quem precisa ir até o centro de Caruaru, ou trabalha no coração comercial da cidade, sabe que é difícil encontrar locais disponíveis para estacionar sem precisar desembolsar muito dinheiro. A solução são as vagas particulares, a zona azul – disponibilizada pela Serttel. O problema, é que muitas vezes, alem de pagar as fiscais que ficam no local cobrando a taxa, motoristas denunciam ter que pagar novamente aos flanelinhas que ficam no local olhando os automóveis.

(Foto: Sabrina Sales/PMU)

Alguns motoristas dizem se sentir lesados, tendo que pagar duas vezes o mesmo serviço, por medo de correr o risco de ter o veículo violado por algum flanelinha insatisfeito pela falta de pagamento. A equipe do PMU foi conversar com os motoristas, e procurar respostas com a Serttel, sobre o que deve ser feito a respeito de uma situação como essa.

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O vendedor, Luiz Oliveira, usa diariamente a “zona azul” do centro da cidade para poder trabalhar. Ele afirma se sentir lesado, por pagar duas vezes o estacionamento. “Todos os dias quando eu estaciono tenho que procurar a fiscal para pagar a taxa para estacionar, mas sempre que volto para pegar o carro, tem um flanelinha olhando, como paro sempre, fico com receio de não dar, e riscarem meu carro, por isso acabo pagando duas vezes.”

(Foto: Sabrina Sales/PMU)

A fiscal da Serttel, Izabela Nascimento, contou ao PMU que sempre indica aos motoristas a não entregarem dinheiro aos flanelinhas, porque, muitas vezes, os motoristas deixam o dinheiro para eles entregarem aos fiscais, mas nem todos fazem isso. “Tem flanelinhas que já são conhecidos, e realmente pegam o dinheiro e entregam para a gente, mas como o motorista não conhece, é melhor não arriscar.”

Quando questionada sobre o medo dos motoristas em relação a não dar dinheiro aos flanelinhas, Izabela, informou que nunca viu nem ouviu falar de nenhum caso onde algum motorista foi prejudicado por um flanelinha. “Sempre ouvi as pessoas falarem sobre medo de ter o carro riscado, ou algo parecido, mas nunca vi de fato nenhuma reclamação sobre isso ter acontecido.” Contou.

A equipe do PMU entrou em contato com a Serttel, que não deu nenhuma resposta sobre o assunto.

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