Chuvas de 2018 não serão suficientes para mudar situação de Jucazinho

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Chuvas de 2018 não serão suficientes para mudar situação de Jucazinho

O PMU conversou com uma meteorologista, para saber se as previsões de chuva para o ano serão suficientes para tirar o Agreste da seca que assola parte do Nordeste desde 2011. (Foto: Compesa/Divulgação)

As pessoas que moram no Agreste Pernambucano notaram que nas últimas semanas a frequência das chuvas vem aumentando na região, o que faz muita gente se questionar se 2018 será um ano com bastante incidência de chuvas o que pode ajudar a aliviar a seca que assola o nordeste desde 2011.

No ano de 2017 muitos reservatórios conseguiram recuperar um pouco ou quase o total de sua capacidade devido às chuvas durante o ano. A Barragem do Prata, por exemplo, fica em Bonito e atualmente abastece Caruaru, Agrestina, Altinho, Cachoeirinha, Cumaru, Ibirajuba, Passira, Riacho das Almas, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama – chegou a atingir 95% de sua capacidade total. A Barragem de Inhumas, que fica em Garanhuns e abastece uma parte da cidade, teve um aumento de 62% de sua capacidade.

Chuvas fortes atingiram grande parte do agreste. (Foto: Carmem Miranda)

A equipe do PMU conversou com meteorologistas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC)  para falar sobre a situação das chuvas e dos reservatórios locais em 2018.

A meteorologista da Apac, Maria Aparecida Fernandes, informou que diferente de 2017 que as previsões estavam de chuvas abaixo do normal, este ano a previsão esta na faixa da normalidade, podendo ficar acima do normal. “Chuvas normal para essa região, é aquelas chuvas que ocorrem em um lugar, não ocorrem em outro, mas são pancadas de chuva, principalmente nos meses de março e abril”.

JUCAZINHO SEM SOLUÇÃO

Maria Aparecida falou que na área do Jucazinho a previsão de chuvas também é de chuvas normais ou acima da normalidade, porém não é o suficiente para repor a barragem. “Normal é o valor médio da região, mas esse valor médio não vai contribuir de uma forma que você tenha uma recarga total desses reservatórios porque eles estão muito secos. Então não é a chuva de um ano que vai dar um suporte pra ter uma recarga suficiente no reservatório de Jucazinho”.

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