Preço do feijão sobe e começa a faltar na mesa dos caruaruenses

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Preço do feijão sobe e começa a faltar na mesa dos caruaruenses

O arroz e o feijão são os principais itens do prato feito da maioria dos brasileiros, tornando-se sinônimo de comida boa, forte e barata. Contudo, nos

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O arroz e o feijão são os principais itens do prato feito da maioria dos brasileiros, tornando-se sinônimo de comida boa, forte e barata. Contudo, nos últimos dias muitas famílias estão repensando o cardápio, especialmente no que diz respeito a inclusão do feijão carioca, tão popular, mas que nos últimos dias sofreu um aumento considerado excessivo para a maioria das famílias.

Em Caruaru, por exemplo, alguns supermercados atacadistas estão comercializando o feijão carioca por aproximadamente R$ 9,50, o quilo. Na internet, a reclamação é grande por conta do preço.

(Foto: Leonardo Santos)

 

A dona de casa Joselene, 50, destaca que o feijão é essencial no almoço de todos os dias, mas que a alta no preço do item pode significar uma despesa cara para as refeições. “Estou acostumada a fazer feijão todos os dias, mas agora terei que repensar. Um quilo de feijão custando quase dez reais é um absurdo”.

Lenilda da Silva, 47, afirma que não pretende substituir o alimento, mas que buscará o local mais em conta para adquirir o feijão. “Sempre faço feijão. E quando acontecem esses aumentos a gente tem que buscar o melhor preço pra não sair perdendo e nem deixar faltar”.  Ainda de acordo com Lenilda, caso o preço continue a subir uma troca poderá ser considerada. “A gente vai ter que buscar outros tipos de feijão, como preto… pra não faltar na mesa”. 

EXPLICAÇÃO

A equipe do Portal Mídia Urbana entrou em contato com o economista, Renato Chaves, para entender um pouco melhor o motivo desse aumento tão significativo. De acordo com Renato, tanto o feijão, como outros itens da cesta básica já vinham sofrendo aumento devido a estiagem no sul do país, local de maior produção.

O economista também explicou que não é apenas a falta de chuva que interfere nos preços, tem os períodos de entressafra, onde ocorre diminuição de oferta e consequentemente um leve aumento de preços. “Outro fator também são anúncios, ou sinalizações como chamamos, de que o setor agrícola e agropecuário está muito viciado em subsídios e que estes tendem a ser cortados nessa nova administração federal” completou Renato.

Por fim, Chaves diz que a única coisa que os consumidores podem fazer no momento é esperar, porém sem medo do futuro, pois o Brasil possui capacidade de produção de grãos historicamente, e apesar de termos flutuações abruptas, os preços desses grãos como feijão ou arroz podem ser considerados estáveis.

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