Colégio particular de Caruaru se posiciona após aluno postar apoio a massacre em SP

Um aluno do Colégio Diocesano de Caruaru teria postado nas redes sociais uma mensagem de apoio ao massacre ocorrido no último dia 13 de março em Suzano, SP – quando dois ex-alunos do Colégio Raul Brasil entraram e assassinaram professores e alunos. Áudios e imagens que correm as redes sociais, demonstram que o aluno da Capital do Agreste teria postado mensagens de apoio aos atiradores. O Diocesano se posicionou acerca do fato e afirmou que o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e comunicado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

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Em nota, o Colégio Diocesano destaca que após uma reunião ocorrida no último sábado (16), uma comissão disciplinar foi nomeada para acompanhar  o caso. Ainda de acordo com a nota, o Colégio teria reforçado a orientação aos profissionais de vigilância e controle de ingresso dos alunos, para ficarem atentos a atitudes suspeitas.

Confira a nota do Colégio Diocesano de Caruaru na íntegra:

A Diretoria do Colégio Diocesano de Caruaru vem a público para esclarecer aos pais de alunos, aos alunos, educadores e a todos os interessados que, tendo tomado conhecimento de que um dos seus alunos – deixando de declinar nome em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente – teria postado mensagens nas redes sociais em apoio ao massacre ocorrido no último dia 13 de março de 2019, na cidade de Suzano, no Estado de São Paulo, entre outras postagens inconvenientes e perigosas, comunicará o fato a Promotoria de Educação, do Ministério Público de Pernambuco – MPPE, além de ter encaminhado os acontecimentos ao Conselho Tutelar competente, para serem tomadas medidas que revertam a insegurança e receios de todos, sem prejuízo da proteção integral a criança e ao adolescente, prevista na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.

Outrossim, a Diretoria do Colégio Diocesano de Caruaru, em reunião neste dia 16 de março de 2019, nomeia Comissão Disciplinar para acompanhar os trâmites do caso, juntamente com o Conselho Tutelar, a tudo fiscalizado pelo Ministério Público, garantindo o respeito aos direitos fundamentais do adolescente envolvido, mas no intuito de, se for a hipótese, aplicar as medidas administrativas e sócio educativas competentes.

Por fim, informa que reforçou a orientação aos seus profissionais de vigilância, controle de ingresso dos alunos e educadores para ficarem atentos aos fatos, especialmente vinculados a comportamentos suspeitos no âmbito do espaço do educandário, mas respeitando os princípios educacionais e pedagógicos de eventuais abordagens, em conformidade com seus valores e ideário educacionais de 90 anos, servindo aos caruaruenses e a população de cidades circunvizinhas de toda região.

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