Manchas escuras são vistas em ao menos 39 praias do Nordeste, mas origem segue indefinida

HomePernambuco

Manchas escuras são vistas em ao menos 39 praias do Nordeste, mas origem segue indefinida

do G1, O surgimento de manchas escuras tem surpreendido banhistas em pelo menos 39 praias do Nordeste. Desde o início de setembro, a substância

Manchas de óleo atingem praia de Tamandaré
Número de locais atingidos por manchas de óleo sobe para 115 no Nordeste
De 10 mil pescadores prejudicados por óleo, cerca de 400 receberão auxílio

Manchas escuras apareceram na praia de Boa Viagem, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

do G1,

O surgimento de manchas escuras tem surpreendido banhistas em pelo menos 39 praias do Nordeste. Desde o início de setembro, a substância é vista em oito dos nove estados da região. Ao menos seis animais, entre tartarugas e aves marinhas, foram afetados pelo material.

Em praias de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, a substância foi identificada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como hidrocarboneto, derivado do petróleo. Como as análises ainda estão em andamento, não é possível saber a origem da substância.

As manchas escuras encontradas na areia da praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, têm vários formatos e tamanhos — Foto: Reprodução/WhatsApp

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), equipes da instituição têm atuado na coleta e na análise do material para identificar como ocorreu e quem é o responsável pelo descarte. A prática é considerada crime ambiental, com multa que varia de R$ 50 a R$ 50 milhões.

Em Pernambuco, um dos primeiros estados a registrar o aparecimento das manchas, a Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) atua em conjunto com o Ibama, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Capitania dos Portos para investigar se a substância foi descartada por alguma embarcação.

“Nosso próximo passo é fazer uma reunião com órgãos estaduais de meio ambiente de outros estados para tentar identificar a origem desse descarte”, afirma o diretor de controle de fontes poluidoras da CPRH, Eduardo Elvino.

“O material está sendo coletado e os resultados estão sendo compilados. As prefeituras dos municípios em que as manchas apareceram também estão sendo orientadas em relação a como descartar o material”, afirma a coordenadora técnica do Ibama em Pernambuco, Lisânia Pedrosa.

Por recomendação do MMA, banhistas e pescadores não devem ter contato com o material. Caso banhistas identifiquem a substância no mar ou nas praias, é preciso informar à prefeitura para que o óleo seja recolhido e tenha o destino adequado.

COMENTÁRIOS

WORDPRESS: 0
DISQUS: 0