Caso Miguel: pedido de auxílio emergencial é feito em nome da primeira dama de Tamandaré

Na imagem a página de acesso ao portal Dataprev, responsável por analisar as solicitações de concessão do auxílio emergencial. Foto: Reprodução/ Internet

O nome da primeira dama de Tamandaré, Sari Gaspar Real, aparece no portal Dataprev após um pedido de auxílio emergencial, benefício concedido pelo Governo Federal durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. 

A primeira dama, Sari, estava responsável por cuidar do menino Miguel, de 5 anos, quando ele morreu ao cair do 9º andar do condomínio de luxo em que ela mora,conhecido popularmente como ‘Torres Gêmeas’, no Recife, no último dia 2 de junho e que causou repercussão nacional após ela ter sido liberada com o pagamento de uma fiança de R$20 mil, e ser investigada por crime culposo, quando não há intenção de matar. 

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Foto: Reprodução/Internet

De acordo com o Dataprev, o requerimento do auxílio emergencial foi feito no dia 14 de maio. O portal recebeu o pedido no dia seguinte e, até a manhã desta terça (9), o requerimento está “em processamento”. Os dois filhos de Sari, de 6 e 3 anos de idade, estão cadastrados como parte do grupo familiar.

Em entrevista a TV Globo Nordeste, o advogado de Sari disse que ela foi vítima de um golpe. “Ela não preenche os requisitos necessários para receber o auxílio e foi vítima de um golpe. Tomei conhecimento disso ontem (8) e vamos fazer um Boletim de Ocorrência ainda nesta semana”, afirma Pedro Avelino, advogado de Sari Gaspar Real.

Relembre o caso

A empregada doméstica Mirtes Renata havia descido do 5º andar do edifício Pier Maurício de Nassau, no Centro do Recife, para passear com a cadela dos patrões e seu filho, Miguel Otávio, de 5 anos, ficou sob os cuidados da patroa Sari Corte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB). A criança entrou no elevador do prédio e, através de imagens das câmeras de segurança, nas quais é possível ver que a patroa e o menino apertam botões.

A criança para no 9º andar e sai do elevador. Segundo a perícia, ele teve acesso à área destinada às condensadoras de ar-condicionado. Miguel caiu de uma altura de 35 metros, de acordo com o Instituto de Criminalística. 

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