O aceno ao autoritarismo de Bolsonaro e o medo de perder a eleição de 2022

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O aceno ao autoritarismo de Bolsonaro e o medo de perder a eleição de 2022

O Brasil vivencia nesta terça-feira (10) um dos momentos mais críticos da história desde o famigerado golpe militar de 1964. Com um aceno claro ao aut

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O Brasil vivencia nesta terça-feira (10) um dos momentos mais críticos da história desde o famigerado golpe militar de 1964. Com um aceno claro ao autoritarismo, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), organizou nos moldes da visão do mundo pós-guerra fria e a clássica divisão entre países socialistas, apoiadas pela finada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), e capitalistas pelas mãos dos Estados Unidos, um desfilo bélico para chamar de “seu” e tentar intimidar os poderes Legislativo e Judiciário.

O aceno claro de Bolsonaro que, na realidade, nunca escondeu o apoio a ditadura militar é mais um capítulo da turbulenta e não tão recente democracia brasileira reestabelecida pela constituinte de 1988. No dia em que a Câmara dos Deputados pretende enterrar de vez essa história, digamos de passagem, para lá de descabida e retrograda de voto impresso, o desfile pensado por Bolsonaro, em crescente queda nas pesquisas de opinião, e sua equipe de ministros e apoiadores mimados e que agem como crianças, tem o papel bem claro e definido de funcionar como uma ameaça e intimidar os parlamentares.

Talvez o autoritarismo mesmo que parte do sangue e da alma do presidente da república não tivesse sido pensado até ele perceber que as chances de uma reeleição aos moldes de 2018, principalmente com a reconstituição dos direitos políticos do ex-presidente Lula que também atua mais para agravar a crise do que para buscar soluções para o país, afinal de contas Lula assim como Bolsonaro são no fundo como diz o dito popular, “farinhas do mesmo seco”, buscam única e exclusivamente poder e serem chamados de “Presidente da República”.

Ainda há um longo percurso até as eleições de 2022 e muita coisa pode mudar até lá. Se viveremos um novo golpe militar? Ainda não sabemos. Se veremos Lula ou Bolsonaro se elegerem presidentes? Isso até Deus dúvida. Se haverá uma “terceira via”? Nem os próprios João Dória (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) ou Eduardo Leite (PSDB) talvez já devessem ter caído na real e entenderam que a terceira via enterrou todas as possibilidades em 2018, enterro isso promovido e liderado pelo próprio Ciro Gomes. 

De uma coisa é certa, a instabilidade política e a grave crise institucional do presidente Bolsonaro e o clássico joguinho de “caça a esquerda”, enquanto brinca de ser criança com alguns líderes das Forças Armadas já passou dos limites e talvez já tenha passado da hora de medidas mais enérgicas e um recado claro que o brasileiro não brindará com o autoritarismo ou militarismo em uma versão bolsonarista de um Brasil ala Venezuela.

E muito menos que as Forças Armadas sirvam de fantoche a um presidente que não foi capaz de recuperar a economia com seu super-ministro Paulo Guedes, combater à Covid-19 com seu delírio trumpista ou sequer no combate a fome que, essa sim, ao invés da queda de Bolsonaro nas pesquisa ascende e ascende com muito ímpeto e garra sob os brasileiros mais pobres. 

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